« A mulher é um sonho do homem »

Lacan J., « Conferência em Genebra sobre o sintoma », (4 de outubro de 1975), Opção Lacaniana Revista Brasileira Internacional de Psicanálise, n. 23, São Paulo, Ed. Eolia, dezembro de 1998, p. 11

Quer um homem sonhe com Vênus ou com a Madona, com Lilith, Diana, com a Górgona, com uma puta ou com sua mãe, … no final de todos os seus sonhos não há senão o ab-senso. A mulher, não existe somente Uma e todas elas são escapadas a toda definição, notas furtivas, estranhas à partição, evanescentes e não-toda apreensíveis. Elas não cessam de escapar do homem que com elas sonha ainda mais. Nunca se delira melhor do que sobre a Mulher. 

Tradução: Vera Avellar Ribeiro