{"id":10008,"date":"2021-08-31T22:47:26","date_gmt":"2021-08-31T20:47:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.grandesassisesamp2022.com\/linstance-sociale-de-la-femme-2\/"},"modified":"2021-10-09T16:56:10","modified_gmt":"2021-10-09T14:56:10","slug":"linstance-sociale-de-la-femme-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.grandesassisesamp2022.com\/pt-br\/linstance-sociale-de-la-femme-2\/","title":{"rendered":"A inst\u00e2ncia social da mulher"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00ab A mulher n\u00e3o existe \u00bb, professa Lacan, mas as mulheres existem, raz\u00e3o pela qual podemos diz\u00ea-las enumer\u00e1veis e n\u00e3o inumer\u00e1veis. Elas n\u00e3o decorrem da multid\u00e3o homog\u00eanea, mas da ex-sist\u00eancia singular de cada uma. Todavia, caso supus\u00e9ssemos um universal de A mulher, a fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da linguagem n\u00e3o seria restrita a um binarismo puramente significante e se reduziria a uma idealiza\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria do homem e da mulher, cada um munido de sua letra mai\u00fascula ? Para falar com propriedade, n\u00e3o seria essa uma via que conduziria a uma forma de racismo, devido ao poder separador da diferen\u00e7a dos corpos macho e f\u00eamea, pr\u00f3prios ao reino animal? Para tentar apagar essa redu\u00e7\u00e3o, alguns, como Judith Butler, introduziram a no\u00e7\u00e3o de \u00ab identidade de g\u00eanero \u00bb, por meio da qual o sexo \u00e9, assim parece, transcendido e escolhido. Nessa elabora\u00e7\u00e3o, o sexo \u00e9 concebido como sendo o objeto de uma apropria\u00e7\u00e3o a posteriori, \u00ab uma met\u00e1fora generificada (genr\u00e9e) \u00bb. Haveria entre os seres sexuados, contrariamente \u00e0s leis arriscadas da natureza, uma declina\u00e7\u00e3o infinita de poss\u00edveis deixada \u00e0 escolha de cada um. Esta, em virtude de uma l\u00f3gica de contiguidade, ganha cada diferen\u00e7a que se torna, desde ent\u00e3o, identit\u00e1ria. Assim, o que poderia ter sido vivido, at\u00e9 ent\u00e3o, por alguns transexuais como um \u00ab erro da natureza \u00bb \u00e9 refutado, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 mais, em mat\u00e9ria de sexo, natureza do todo. Por essa mesma raz\u00e3o : Quem n\u00e3o \u00e9 trans \u00e9 classificado como cis, o sexo, nesse caso, n\u00e3o faz, n\u00e3o faz mais furo no simb\u00f3lico e tende a produzir a rela\u00e7\u00e3o sexual que n\u00e3o existe. Na verdade, uma transforma\u00e7\u00e3o social dos costumes est\u00e1 em andamento. Esse movimento de ressignifica\u00e7\u00e3o do mundo surgiu sobre o fundo da \u00ab ascens\u00e3o ao z\u00eanite do objeto [\u2026] a \u00bb<span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[1]<\/span> e do decl\u00ednio dos ideais, e come\u00e7ou nos \u00ab c\u00edrculos homossexuais, lesbianos californianos \u00bb.<br>Somos ent\u00e3o levados a interrogar esse movimento em sua dimens\u00e3o meton\u00edmica, ilimitada, a partir do gozo feminino.<br>Com Lacan, a diferen\u00e7a entre os sexos n\u00e3o se reduz nem \u00e0 anatomia, nem \u00e0 constru\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, ela decorre do modo de gozo que os ultrapassa devido ao sujeito do inconsciente, ao falasser. A histeria demonstra uma certa rela\u00e7\u00e3o com o falo e o homem n\u00e3o est\u00e1 exclu\u00eddo do feminino. N\u00e3o falaremos, aqui, da feminiza\u00e7\u00e3o na psicose, que \u00e9 de outra ordem. Assim, Lacan distingue o gozo feminino n\u00e3o como fora do falo, mas como excedendo-o, suplementar. Ele \u00e9 suplementar pelo fato de que uma mulher n\u00e3o se inscreve toda, n\u00e3o-toda na norma f\u00e1lica e, portanto, modifica sua medida. Como que de passagem, Lacan diz que a mulher goza de uma rela\u00e7\u00e3o maior com a liberdade : \u00ab Se eu tivesse que localizar em algum lugar a ideia de liberdade, seria evidentemente em uma mulher que eu a encarnaria \u00bb. Isso \u00e9 o que a aproxima do ato, \u00ab mais \u00e0 vontade para com o inconsciente \u00bb, aquilo no qual a posi\u00e7\u00e3o do analista \u00e9 do lado feminino, sendo o ato liberado. Lacan tamb\u00e9m p\u00f4de dizer que as mulheres s\u00e3o as melhores psicanalistas e tamb\u00e9m as piores. Podemos facilmente adivinhar por que: elas o s\u00e3o, por um lado, desde que banquem o homem ou a lei ; por outro, quando a liberdade ainda n\u00e3o passada pela castra\u00e7\u00e3o refor\u00e7a seu dom\u00ednio, porque o que elas fazem, o fazem mais, ainda (encore), em corpo (en corps).<br>J\u00e1 nos anos 60, Lacan havia interrogado, por meio da sexualidade feminina, a quest\u00e3o do ultrapassamento dos limites, sobretudo os do \u00edntimo, a ponto de marcar a sociedade: \u00ab Por que, finalmente, a inst\u00e2ncia social da mulher continua transcendente \u00e0 ordem do contrato propagado pelo trabalho? E, em especial, ser\u00e1 como efeito dela que se mant\u00e9m o status do casamento no decl\u00ednio do paternalismo?\u00bb<span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[2]<\/span> Lacan n\u00e3o invoca aqui o recuo de uma regress\u00e3o nost\u00e1lgica, mas um ultrapassamento. A palavra a ser mantida, aqui, o piv\u00f4 da frase \u00e9, sem d\u00favida, transcend\u00eancia, que j\u00e1 implica um mais al\u00e9m de si mesmo. N\u00e3o foi essa transcend\u00eancia que levou do casamento dito de raz\u00e3o ao casamento de amor, ao casamento para todos, mais al\u00e9m de sua concep\u00e7\u00e3o tradicionalmente heterossexual?<br>Nesse texto, Lacan ainda n\u00e3o possui as f\u00f3rmulas de sexua\u00e7\u00e3o, que lhe permitir\u00e3o identificar, no Semin\u00e1rio 20, em particular, o gozo feminino. \u00c9 por um encaminhamento atrav\u00e9s da homossexualidade \u2013 entendida em um sentido amplo, onde a pr\u00e1tica sexual \u00e9 contingente \u2013 que ele busca e tra\u00e7a a via desse gozo. Ele ent\u00e3o come\u00e7a examinando e diferenciando a homossexualidade masculina da homossexualidade feminina, com base na diferen\u00e7a em seus modos de gozar. A prop\u00f3sito da homossexualidade masculina, Lacan toma o exemplo do catarismo, movimento her\u00e9tico que se desenvolveu na Fran\u00e7a na Idade M\u00e9dia. Nele, a vida comunit\u00e1ria era regida por leis ditas puras que, para evitar a procria\u00e7\u00e3o, impunham a seus membros andarem aos pares e do mesmo sexo (a princ\u00edpio mestre\/disc\u00edpulo), da\u00ed a colora\u00e7\u00e3o homossexual de seus la\u00e7os. Lacan detecta nessas condutas asc\u00e9ticas, circunscritas, prescritas e definidas, a coloca\u00e7\u00e3o em jogo de \u00ab uma esp\u00e9cie de entropia que se exerce rumo \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria \u00bb<span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[3]<\/span>.<br>Do lado da homossexualidade feminina, o que ilustra, segundo Lacan, o movimento das preciosas, \u00e9 o gozo feminino como infinitizado, aquele \u00ab n\u00e3o localiz\u00e1vel \u00bb que se apresenta \u00ab segundo um modo erotoman\u00edaco \u00bb. Ele tem, mais al\u00e9m da tela da fantasia, uma rela\u00e7\u00e3o com A, portanto, diretamente com A barrado. Essa liberdade de que fala Lacan se liga a ele e o torna afim com o sinthoma. Consequentemente, esse gozo vai al\u00e9m de sua dimens\u00e3o propriamente sexualizada ou simplesmente sublimada, ele atinge a sociedade inteira onde se manifesta em ato sua fun\u00e7\u00e3o, que Lacan \u00ab generalizou a ponto de torn\u00e1-la o regime de gozo [\u2026] como tal \u00bb<span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[4]<\/span>. Todos aqueles que, ultrapassando os limites, tocam a l\u00edngua, a civiliza\u00e7\u00e3o modificando-as, n\u00e3o deixam, portanto, de estar imbu\u00eddos de feminilidade. V\u00ea-se, aqui \u2013 Lacan o sublinha nesse cap\u00edtulo -, que esse gozo feminino vai na contram\u00e3o da entropia comunit\u00e1ria, como o demonstra \u00ab o movimento [\u2026] das Preciosas \u00bb<span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[5]<\/span>. Esse movimento, que come\u00e7ou com algumas mulheres aristocratas que tamb\u00e9m queriam melhorar os costumes, estabeleceu regras, mas regras de discurso, aquelas de um novo discurso sobre o amor.<br>Um amor purificado, idealizado, elaborado na l\u00edngua. Assim ele se expressava nos quartos dessas damas, ou na intimidade dos becos, por meio de met\u00e1foras po\u00e9ticas, constantemente inventadas e reinventadas, ali onde a beleza servia \u00e0 ternura e afastava o trivial, o comum. Cada uma ali se fazia ouvir, sem visar o todo. Trata-se, muito ao contr\u00e1rio, de fogos de artif\u00edcio de achados singulares. O falo, que centra o gozo no objeto, \u00e9 impelido indefinidamente para o horizonte em favor de modifica\u00e7\u00f5es da l\u00edngua. \u00ab Elas n\u00e3o correm o risco de tomar o falo por um significante \u00bb, que elas desafiam, substituem, \u00ab Fi\u2013donc! \u03c6-donc! Ora, signi-\u03c6-que! \u00bb \u00e9 \u00ab o excesso homo \u00bb<span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[6]<\/span>. \u00ab S\u00f3 quebrando o significante em sua letra damos conta dele \u00bb<span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[7]<\/span>. Mas esse gozo, elas n\u00e3o o veem, \u00e9 o que p\u00f5e um fim a esse movimento muito personalizado, que n\u00e3o faz escola, nem institui\u00e7\u00e3o, mesmo que um n\u00famero muito grande de express\u00f5es tenha se infiltrado na l\u00edngua, a tenham enriquecido e persiste sempre. Suas f\u00f3rmulas extremamente imajadas, destacando a letra do imagin\u00e1rio, fundiram-se em nosso falar cotidiano, \u00ab a palavra me falta \u00bb, \u00ab ser espirituoso (avoir de l\u2019esprit) \u00bb ou, quando nos surpreendemos, \u00ab fiquei de bra\u00e7os ca\u00eddos (les bras m\u2019en tombent) \u00bb. Da mesma forma, elas contribu\u00edram para a simplifica\u00e7\u00e3o da ortografia. Por fim, o primeiro romance moderno, La Princesse de Cl\u00e8ves, com seu valor de introspec\u00e7\u00e3o, o tema do amor, escrito por Madame de La Fayette, mergulha suas ra\u00edzes na preciosidade.<br>A transcend\u00eancia de que fala Lacan encontra seu lugar nessa lacuna, nessa recusa dos arranjos, das conven\u00e7\u00f5es, dos semblantes, nessa refer\u00eancia \u00e0 Outra coisa. Significa dizer que as mulheres n\u00e3o confundem o pai e o Outro a quem aspiram, segundo a fantasia da hist\u00e9rica. Esta se distingue da mulher, inscrevendo ao mesmo tempo no horizonte o significante que, no entanto, falta para diz\u00ea-la, o significante de A mulher, que ent\u00e3o se torna um mito, um mito por vir. Mas um mito n\u00e3o tem temporalidade. Um mito, portanto, que \u00e9 gozo de uma Outra ordem, a partir do qual o mundo \u00e9 suscet\u00edvel de ser remodelado. Um gozo, desta vez, \u00ab n\u00e3o ligado a uma interdi\u00e7\u00e3o \u00bb, com a sua parte \u00ab que n\u00e3o \u00e9 capturada pelo sistema interdi\u00e7\u00e3o \/ recupera\u00e7\u00e3o \u00bb<span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[8]<\/span>.<br>Jacques-Alain Miller o indica: \u00ab Ele se situa em rela\u00e7\u00e3o a outra coisa que n\u00e3o o limite do universal masculino que \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do pai \u00bb. Surge, ent\u00e3o, uma quest\u00e3o: o que acontece, nesse regime de gozo, com o status da cren\u00e7a? Esse para al\u00e9m do gozo feminino, embora decorra da singularidade, n\u00e3o cai nem no cinismo, nem no epicurismo, mas contribui para manter uma fun\u00e7\u00e3o de valor criativo, n\u00e3o menos civilizadora, sem prejulgar o seu valor positivo ou negativo. Esse gozo, mesmo que ela nada possa dizer sobre ele, uma mulher o experimenta, o vive e, portanto, acredita nele, ela o testemunha; ocasionalmente, confere-lhe um certo pragmatismo, um estar ali. O equ\u00edvoco lacaniano se faz ouvir : \u00ab todas as mulheres s\u00e3o loucas \u00bb, mas \u00ab n\u00e3o s\u00e3o todas, isto \u00e9, n\u00e3o loucas de todo \u00bb<span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[9]<\/span>.<br>A filosofia da \u00ab identidade de g\u00eanero \u00bb, iniciada por J. Butler, n\u00e3o infringe essa defini\u00e7\u00e3o. Embora ela trate do corpo, do sentimento individual, ela vai mais al\u00e9m em sua visada civilizacional, t\u00e3o logo ela penetra na l\u00edngua a qual ela quer inclusiva. Mas ela postula que tudo, cada uma das vidas existentes deveria ser inclu\u00edda em uma exaust\u00e3o sistem\u00e1tica onde, dessubjetivada, ela se despeda\u00e7a. Essa progress\u00e3o infinitizada vai contra a visada almejada e a traz de volta ao discurso do mestre, \u00ab ao sociologismo inflex\u00edvel \u00bb, tendendo para o pior e n\u00e3o para o mais al\u00e9m do pai, dimens\u00e3o que ela se esmera em destruir ao designar o patriarcado. Al\u00e9m disso, esse movimento permanece \u00ab numa cegueira total quanto ao que vem a ser o gozo feminino \u00bb<span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[10]<\/span>, a partir do qual, no entanto, esse movimento come\u00e7ou em nome de um amor e de um desejo de reconhecimento universal em uma loucura do Todo.<br>Tradu\u00e7\u00e3o : Vera Avellar Ribeiro<\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[1]<\/span> Lacan J., \u00ab Radiofonia \u00bb, Outros escritos, Rio de Janeiro, JZE, 2003, p. 411.<br><span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[2]<\/span> Lacan J., \u00ab Diretrizes para um Congresso sobre a sexualidade feminina \u00bb, Escritos, Rio de Janeiro, JZR, 1998, p. 745.<br><span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[3]<\/span> Ibid.<br><span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[4]<\/span> Miller J.-A., \u00ab La jouissance f\u00e9minine n\u2019est-elle pas la jouissance comme telle ? \u00bb, Quarto, n\u00b0122, julho de 2019, p. 11.<br><span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[5]<\/span> Lacan J., \u00ab Diretrizes para um Congresso \u2026 \u00bb, op. cit., p. 745.<br><span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[6]<\/span> Lacan J., O Semin\u00e1rio, livro 19: \u2026 ou pior, texto estabelecido por J.-A. Miller, Rio de Janeiro, JZE, 2012, p. 17.<br><span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[7]<\/span> Ibid.<br><span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[8]<\/span> Miller J.-A., \u00ab Progressos em psican\u00e1lise bastante lentos \u00bb, Op\u00e7\u00e3o Lacanian. Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise, n. 64, S\u00e3o Paulo, ED. Eolia, dezembro de 2012, p. 65.<br><span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[9]<\/span> Lacan J., \u00ab Telvis\u00e3o \u00bb, Outros escritos, op. cit., p. 538.<br><span class=\"has-inline-color has-neve-link-color-color\">[10]<\/span> Lacan J., O Semin\u00e1rio, livro 19: \u2026 ou pior, op. cit., p. 17.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00ab A mulher n\u00e3o existe \u00bb, professa Lacan, mas as mulheres existem, raz\u00e3o pela qual podemos diz\u00ea-las enumer\u00e1veis e n\u00e3o inumer\u00e1veis. Elas n\u00e3o decorrem da multid\u00e3o homog\u00eanea, mas da ex-sist\u00eancia singular de cada uma. 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